Sexta-feira, 1 de Junho de 2007

Ria de Aveiro

A Ria de Aveiro estende-se, pelo interior, paralelamente ao mar, numa distância de 45 km e com uma largura máxima de 5 km (zona da Murtosa), desde Ovar até Mira. A Ria é o resultado do recuo do mar, com a formação de cordões litorais que formaram uma laguna que constitui um dos mais importantes e belos acidentes hidrográficos da costa portuguesa. Abarca cerca de 11 000 hectares, dos quais 6 000 estão permanentemente alagados, e desdobra-se em quatro importantes canais ramificados em esteiros que circundam um sem número de ilhas e ilhotes. Nela desaguam os rios Vouga, o Antuã, o Boco e o Fontão, tendo como única comunicação com o mar um canal que corta o cordão litoral entre a Barra e S. Jacinto, permitindo o acesso ao Porto de Aveiro, de embarcações de grande calado, e saídas nossas para o mar (já arrisquei algumas com sucesso). De referir, que nem quando o mar está mesmo calmo, é seguro e fácil sair para o mar, se a maré estiver vazante. Aliás, não aconselho ninguém a fazer isto sózinho. Rica em peixes e aves aquáticas, possui grandes planos de água, locais de eleição para a prática de todos os desportos náuticos. Ainda que tenha vindo a perder, de ano para ano, a importância que já teve na economia aveirense, a produção de sal, utilizando técnicas milenares, é, ainda, uma das actividades tradicionais mais características da Ria de Aveiro
 
 
Dos quatro canais que referi anteriormente, um segue para sul da Barra – Canal de Mira – o outro segue para leste, que vai dar acesso à cidade de Aveiro – Canal de S. Roque – o outro segue para norte – Canal de Ovar – e há um quatro em importância – o Canal da Murtosa - cada um deles com vários esteiros ramificados numa autêntica teia de água.
 
Na vertente que melhor me liga à Ria de Aveiro – kayak - , o canal que conheço melhor é o Canal de Ovar, apesar de já ter remado neles todos. Embora, continue a ser para mim, um labirinto autêntico, em certas zonas.
 
Efectivamente, o Canal de Ovar têm um comprimento de 23 km desde o Carregal até S. Jacinto, o que em termos de canoagem – turismo - pode representar cerca de 3h30m / 4h a remar.
 
As suas águas, parecem ser mais turvas do que realmente são, fruto da intervenção que a ria sofreu à já vários anos. Foi-lhe então, retirado o moliço, que deu o nome aos famosos e tradicionais barcos que navegavam por toda a ria – o moliceiro – e foi levantada toda uma camada de lama, que por ser mais leve que as areias, sobrepôs-se a esta tornando a lama, a base do leito da Ria.
 
Estas lamas, por seu turno, tornam a Ria, num imenso perigo, porque em alguns sítios tem uma camada superior a 2,19 metros (medido pela minha pagaia que a consigo enterrar toda na lama). Aconselho portanto, toda a gente que vá visitar a Ria e dar uma volta de kayak, a não sair do mesmo em caso de atascanço, sem verificar que tipo de fundo está à sua volta. Pode ser perigoso!!!
 
Por outro lado, este Canal apresenta-se-nos como um viveiro, por excelência, de aves aquáticas, dada proximidade deste com a reserva natural de S. Jacinto.
 
No cômputo geral, é local a visitar, e é efectivamente, o local agradável para se remar… sem ter em conta a tradicional remada à Peixaria.
 
 

O Canal da Murtosa, é sem dúvida o mais pequeno dos quatro enunciados. Ele leva-nos (desde que se conheça, pois aquilo, para esta zona parece um labirinto) até à Murtosa. Desconheço a sua história, mas procurarei pesquisar e desenvolver este tema.
 
 
O Canal de S. Roque, foi recentemente visitado pelos Amigos da Pagaia. Trata-se efectivamente, do canal com as águas mais limpas, dada a proximidade com a Barra, e por conseguinte com o mar.
 
Aliás, este canal, no seu início, é fortemente, condicionado pelo estado do mar, pelo que remar neste local aconselha-se com bom tempo, e de preferência coordenado com a maré…. Aqui não se aplica o chavão “Remar contra a maré…”, mas que ajuda bastante remar a favor, lá isso ajuda…
 
Por seu lado, o canal de S. Roque, é o ex-libris da Ria, na medida em que nos conduz ao centro da cidade de Aveiro – Veneza de Portugal – e nos guia pelos canais no interior da cidade.
 
Local portanto a visitar.
 
 
Por último temos o Canal de Mira. Deste canal também sei muito pouco, se bem que não é navegável desde a Barra até Mira, dado que nele se encontram vários diques para fazer elevar o nível da água, aproveitando esta para rega….
 
Pode ser que venham aí alterações a este traçado, dado que é previsível instalar na zona de Mira uma fabrica de peixe . sim!!! Uma fábrica de peixe! – até este que comemos actualmente, já uma grande maioria é de aviário.
 
 
Para terminar, considero a Ria de Aveiro, um local muito interessante para a prática da canoagem de turismo, apresentando-se como um plano de água que reune todas as características para verdadeiras aventuras na natureza. Desde o amanhecer ao anoitecer, a Ria encerra em si, mil e uma aventuras, desde os cavalos selvagens na ilha da Farinha, passando pelas várias aves aquáticas, até às famosas enguias (prato regional de Aveiro), há de tudo um pouco. De referir, que no mês de Agosto, tem se assistido à chegada de flamingos rosa, vindos não sei de onde…. Sei é que se instalam numa ilhota que só lá se chega de kayak ou barco a remos, dada a pouca profundidade…
 
Encontramo-nos um dia na Ria.
P.S. - Se alguém tiver mais dados sobre a ria, gostaria de os poder obter para melhorar os meus conhecimentos sobre a Ria de Aveiro
publicado por vigoras às 16:12
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